Superação até às vitórias

Tem 22 anos e é canoísta.

Isaquias Queiroz é um dos heróis brasileiros nos Jogos de 2016.

Durante as três vezes que subiu ao pódio (prata no C1 1000m, bronze no C1 200m e prata no C2 1000m), é provável que lhe tenham passado pela cabeça várias imagens da sua infância difícil.
Com apenas três anos, esteve perto de morrer queimado, depois de um acidente com uma panela de água a ferver.

Ao fim de um mês no hospital, a mãe decidiu levá-lo para casa, assinando um termo de responsabilidade, contra todas as recomendações. O menino sobreviveu.
Mas todos o queriam dos braços da dona Dilma, que cuidava de Isaquias e dos seus nove irmãos - quatro deles adotados - desde que o seu pai morrera, um ano antes.

Por isso, era frequente os miúdos ficarem em casa quando a mãe ia trabalhar. Num desses dias, o miúdo foi sequestrado por uma mulher que já tinha deixado no ar essa ameaça. A mãe viria a encontrá--lo mais tarde, abandonado.
Essa foi apenas uma de muitas peripécias de uma juventude conturbada. Com apenas dez anos, Isaquias tentou trepar a uma árvore e caiu de costas sobre uma pedra. Teve uma hemorragia interna e acabou por perder um rim.

Não é de estranhar que, quando começou a praticar canoagem, um ano depois, tenha ganho a alcunha de Sem Rim.

Agora é o maior medalhista olímpico do Brasil numa edição dos Jogos.

Relacionados

Comentários

Reparámos que tem um Ad Blocker ativo.

A informação tem valor. Considere apoiar este projeto desligando o seu Ad Blocker.

Pode também apoiar-nos subscrevendo a nossa ou seguindo-nos nas redes sociais Facebook, Instagram e Twitter.