Recuperação nas piscinas

Quando entrou na piscina olímpica de Sydney, em 2000, surpreendendo a concorrência para levar o ouro nos 50 metros livres, Anthony Ervin era um jovem de 19 anos a quem todos diziam ter um futuro brilhante. O que se passou nos 16 anos que se seguiram, entre drogas e uma depressão profunda, só ajudou a fazer do seu percurso um dos regressos mais impressionantes da história dos Jogos Olímpicos.
Ervin já não tem a medalha de ouro que conquistou na Austrália. Leiloou-a na internet e doou o dinheiro a um fundo de ajuda contra tsunamis. Foi uma das decisões impulsivas que tomou desde que se retirou das piscinas, com apenas 22 anos. A partir daí, foi sempre a descer: tentou encontrar-se formando uma banda de rock, experimentou uma curta carreira de DJ, cedeu à tentação das drogas e acabou por cair numa depressão que o deixou perto do suicídio.
Até que voltou a encontrar nas piscinas a motivação para se recompor, regressando aos treinos em 2011, ainda a tempo de se qualificar para os Jogos do ano seguinte.
E se em Londres não passou do quinto posto, no Rio tornou-se o nadador mais velho a vencer uma prova individual (dias depois de Phelps ter batido esse recorde). Aos 35 anos, Ervin derrotou o francês Manaudou por um centésimo de segundo. E ainda reforçou a proeza, conquistando novo ouro pela estafeta dos Estados Unidos na prova de 4x100 m livres.

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