AOS 101 ANOS CONFESSOU ROUBO DA BANDEIRA OLÍMPICA

É branca, tem cinco círculos de cores diferentes que se entrelaçam em representação dos cinco continentes e deve ter uma proporção de 2×3 metros. Só é hasteada de quatro em quatro anos, mas faz parte do imaginário de todo o mundo. A bandeira dos Jogos Olímpicos modernos simboliza o maior evento desportivo do mundo.

Foi criada em 1914, mas por causa da Primeira Guerra Mundial, foi hasteada pela primeira vez em 1920, nos Jogos Olímpicos de Antuérpia, Bélgica.

A bandeira original esperou muito até ser exibida pela primeira vez ao público, mas por pouco tempo: nesse ano acabaria por ser roubada e escondida do olhar de todos.

Durante cerca de 80 anos ninguém sabia do seu paradeiro até que, em 1997, numa reunião do Comité Olímpico norte-americano, Harry Priestes, confessou que tinha sido ele o autor do crime.

Tinha 101 anos na altura e era o único atleta que participara nos Jogos de Antuérpia que ainda estava vivo. Tinha participado na modalidade de salto de trampolim e levou para casa uma medalha de bronze.

Priestes admitiu que não sabia que aquela era a primeira bandeira a ter sido hasteada, mas quanto ao seu paradeiro já podia ajudar: estava em sua casa, na mesma mala que levou para a Antuérpia.

Contou que o fez por  brincadeira com um colega da delegação olímpica norte-americana. Harry trepou o mastro de cinco metros e roubou a bandeira. Foram perseguidos pela polícia, mas Priestes contou que tinham uma vantagem sobre os agentes: eram atletas olímpicos. As autoridades acabaram por desistir da perseguição.

A bandeira só foi devolvida em 2000, quando o atleta já tinha 103 anos. Hoje pode ser vista no Museu Olímpico de Lausana, na Suíça.

Priestes morreu dois anos depois, aos 105 anos.

NOTÍCIA ABC

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