Tradições e costumes nos Jogos Olímpicos

Danças, véus, saias de palha. Quando mais e mais atletas compartilham tradições culturais e religiosas na montra Olímpica, quem ganha é o público, que tem hipóteses de ver mais do que a luta por medalhas nos Jogos Rio 2016.

Algumas tradições culturais foram partilhadas já no desfile dos atletas na Cerimônia de Abertura. O atleta de taekwondo Pita Nikolas Aufatofua colocou Tonga entre os temas mais comentados do Twitter ao desfilar com o peito besuntado de óleo e vestindo a "saia" de uma tia à frente da delegação de seu país.

Na competição de rugby de 7, no Estádio Olímpico de Deodoro, a dança Haka dos neozelandeses deixou os espectadores extasiados. Com uma série de movimentos vigorosos e sincronizados que inclui batidas no peito e caretas, as duas seleções do país apresentaram-se no relvadoo após seus últimos jogos.

A Haka é uma tradição do povo maori nos campos de batalha e em reuniões pacíficas tribais. Em competições nacionais de rugby, o desporto  mais popular do país, os seus passos são repetidos desde 1905. Nos Jogos, a delegação neozelandesa fez a Haka em ocasiões especiais, como quando a bandeira do país foi hasteada na Aldeia Olímpica.

Quando o assunto é religião, há muitas tradições entre os mais de 12 mil atletas de 207 delegações. O crucifixo no pescoço e o sinal da cruz dos cristãos são vistos em cada uma das arenas inúmeras vezes por dia. Mas o grande número de mulheres que vestem a hijab (véu muçulmano) é um dos destaques dos Jogos Rio 2016.

Na equipa dos Estados Unidos, por exemplo, a esgrimista Ibtihaj Muhammad é a primeira atleta do país a competir de hijab em Jogos Olímpicos. A sua participação tem sido tão celebrada no seu país que, antes de vir ao Rio, ela teve um encontro com o presidente Barack Obama na Casa Branca, em Washington, e deu uma aula de esgrima para a primeira-dama Michelle Obama em Nova York.

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